segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pesquisa e ensino aprendizagem de Matemática I




A cada aula um aprendizado diferente. A cada aula uma nova experiencia. Aprendemos não somente a matéria, somente o conteúdo, aprendemos a estar juntos, aprendemos a compartilhar o conhecimento, criticar sem ofender o próximo. Descobri que o professor não está ali de enfeite e que ele não é a coisa mais perfeitinha e sim que ele tem todos os defeito e mesmo assim continua sendo de excelência. Tivemos um ótimo exemplo do que é ser professor dentro de nossa sala, mesmo com nossa turma não sendo uma das mais unidas, mas com todas as nossas diferenças e nossas discórdias, sempre estávamos sempre prontos uns para os outros. Aprendemos tantas coisas, tantas novidades, tivemos tantas risadas, atrapalhei tanto a aula. As vezes até queriam me matar pra ver se eu calava a boca, mas pensando bem foi bom as vezes ter atrapalhado um pouco, pois acabei que quebrei um pouco o gelo e a nossa turma não teve aquela coisa de distanciamento entre aluno e professor, pois foi a professora em que tivemos mais contato.
Valeu a pena a cada segundo dessa aula!!!

Surgimento da Fórmula de Bhaskara




Os alunos Anna Carolina, Fernanda, Filipe e Danielle explicaram o surgimento da Fórmula de Baskara.
Elas explicaram da seguinte forma:
ax2 + bx + c = 0 , inicialmente multiplicamos a igualdade por 4a ,

4a2x2 + 4abx + 4ac = 0, agora somamos b2 aos dois lados da igualdade

4a2x2 + 4abx + 4ac + b2 = b2 —> 4a2x2 + 4abx + b2 = b2 – 4ac –> (2ax + b) 2 = b2 – 4ac

2ax + b = B elevado a 2, menos 4ac –> 2ax = – b elevado a 2, menos 4ac

x é igual menos b, mais o menos raiz quadrada de b elevado a 2, menos 4ac, divido por 2a.

ax2 + bx + c = 0

A explicação dos alunos ficou meio confusa devido ao nervosismo mas mesmo assim, ficou legal.



Qual o valor de 0º ?

             

               As alunas Bianca, Renata, Elaine e Patricia explicaram qual o valor de 0º. Mostraram que 0º é uma expressão indeterminada. Foi bastante interessante pois as alunas mostraram o porque de todo número elevado ao expoente 0 é igual a 1.
               
Recurso utilizado: https://docs.google.com/file/d/0BxnMgmSN3dNLUWlGS0lKU0EzRWc/edit

Zero é um número natural ??

             Os alunos Betyna, Celso e Cássia explicaram o porque Zero é um número natural. Será que 0 é um número natural???
            
           Sim e não. Incluir ou não o número 0 no conjunto N dos números naturais é uma questão de preferência pessoal ou, mais objetivamente, de convivência. O mesmo professor ou autor pode, em diferentes circunstâncias, escrever 0   N ou  0  N. Como assim?

Consultemos um tratado de Álgebra. Praticamente em todos eles encontramos N = {0, 1, 2,...}. Vejamos um livro de Análise. Lá acharemos quase sempre N = {1, 2, 3,...}
Por que essas preferências? É natural que o autor de um livro de Álgebra, cujo principal interesse é o estudo das operações, considere zero como um numero natural pois isto lhe dará um elemento neutro para a adição de números naturais e permitirá que a diferença x - y seja uma operação com valores em N não somente quando x > mas também se x = y. assim, quando o algebrista considera zero como número natural, está facilitando a sua  vida, eliminando algumas exceções.
Por outro lado, em Análise, os números naturais ocorrem muito freqüentemente como índices de termos numa seqüência. Uma seqüência (digamos, de números reais) é uma função x:
 R, cujo domínio é o conjunto N dos números naturais. O valor que a função x assume no número natural n é indicado com a notação xn (em vez de x(n)) e é chamado o “n-ésimo termo” da seqüência. A notação (x1, x, ... xn,...) é usada para representar a seqüência. Aqui, o primeiro termo da  seqüência é x1, o segundo é x2 e assim por diante. Se fôssemos considerar    N = {0, 1, 2, ...} então a seqüência seria (x0, x1, x2,... xn,...), na qual o primeiro termo é x0, o segundo é x1, etc. Em geral, xn não seria o n-ésimo e sim o (n+1)-ésimo termo. Para evitar essa discrepância, é mais conveniente tomar o conjunto dos números naturais como N = {1, 2, 3,...}.


Um video bem interessante nos mostra que o Zero não é bem aceito em todos os lugares ou melhor por todos, não é todo mundo que o utiliza em suas aulas...


Por que (-1) (-1) = 1 ????


         Os alunos Damares, Marielle, Cleber, Cristiano e Fernando Fizeram uma excelente apresentação expondo porque (-1) (-1) = 1. Os alunos explicaram de uma forma em que todos nós entendemos.


Linha do tempo do PCN

           Trabalhamos com o PCN, discutindo em sala de aula, resolvendo algumas questões e a professora Vânia nos pediu para que fizéssemos uma Linha do Tempo sobre a história do PCN, os principais fatos socias, políticos e econômicos que influenciaram na construção do PCN.
       
           Os alunos Celso, Betyna, Cássia e Anderson tentando fazer uma coisa diferente e que chamaria mais a atenção e não ficasse uma coisa rotineira fizemos a Linha do tempo em um programa de Slides chamado Prezi, onde ficou bem interessante mas infelizmente não apresentaram pelo fato de não ter terminado até o dia exato da apresentação.

Link da apresentação dos alunos: http://prezi.com/kczifi43fnzo/linha-do-tempo/


          Os alunos Filipe, Danielle, Fernanda e Anna Carolina elaboraram uma apresentação em um programa chamado Timeline, onde ficou até interessante mas faltou alguns fatos que influenciaram a construção do PCN e como faltou uma aluna ficou meio confusa a apresentação.

Link da Linha do tempo dos alunos: http://www.dipity.com/annaccavalcante/Linha-do-Tempo-PCN_2/#timeline


          As alunas Patricia, Elaine, Bianca e Renata fizeram uma apresentação no Movie Maker, a utilização ficou bem legal, mas faltou alguns fatos e a apresentação ficou muito rápida dificultando a leitura do trabalho.

Obstáculos Epistemológicos


             A professora Vânia no enviou um texto sobre obstáculos epistemológicos do autor Bachelard e fizemos uma discussão em sala de aula sobre esses obstáculos. Foi bastante interessante a discussão pelo fato de todos ter interagido na discussão e observarmos como que são construídos esses obstáculos, como poderemos evitar esses obstáculos tendo bastante cuidado ao ensinar um conteúdo para a criança.
           Muitas das vezes o professor não percebe que está construindo um obstáculo, pois as vezes ele utiliza somente o livro didático, as vezes o professor tem muitas aulas para preparar e acaba que não perceber que está causando um obstáculo ao ensinar o conteúdo. As vezes o professor fica somente na beleza do conteúdo e acaba que faz uma explicação cientifica e acaba dando preferência para as imagens e não para as ideias, o obstáculo pode estar até na forma verbal, o modo em que o professor irá explicar, se ele explica bem ou não e se fala uma linguagem fácil em que os alunos vão entender.

O texto : http://people.ufpr.br/~trovon/cursos/especializacao2009/obstaculos.pdf

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Transposição Didática

 A professora Vânia pediu para que fizesse uma resenha critica e abriu uma discussão em sala com o artigo "A Teoria da Transposição Didática e o Processo de Didatização dos Conteúdos Matemáticos",da autora   Neila Tonin Agranionih

Arquivo utilizado para discussão:

Esse artigo nos mostra a importância de estudar a transposição disática, pois o conhecimento passa por diversas transformações até chegar a escola, até o saber ensinado.

O artigo é excelente mas a parte que mais me marcou foi esse trecho :

"Brosseau (apud TRINDADE, 1996, p. 84), distingue três origens básicas para os obstáculos
encontrados no ensino da Matemática: ontogenética (ligado ao desenvolvimento psicogenético),
didática (ligados às opções didáticas) e epistemológica (ligados á resistência de saberes ao longo da história)" 
Pois o autor diz que uma das causa do bloqueio de aprendizado de alguns alunos estaria ligado a ontogenética( ligado ao desenvolvimento psicogenético) ou seja ele diz que a criança já nasce com esse bloqueio, e como se passasse de pai para filho, eu não acredito nessa teoria pois o bloqueio de uma criança não tem como passar geneticamente, o bloqueio ela adquire na escola ou em casa pelos pais, quando os pais dizem"Estude, essa matéria é difícil, você não irá aprender". Será que é Possível mesmo esse bloqueio ser genético?


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Como despertar o interesse dos alunos do ensino fundamental pela Matemática?


A professora Vânia abriu um fórum e uma discussão com a seguinte pergunta: Como despertar o interesse dos alunos de ensino fundamental pela Matemática?  E colocou o seguinte trecho para que pudéssemos analisar:

"Um dos estudantes de geometria de Euclides lhe fez uma pergunta bastante comum para aqueles que ensinam matem´atica: “O que ganharei após aprender este teorema?” Euclides não deu o tipo de resposta que seu aluno estava interessado. No entanto, ele agiu como qualquer um poderia agir, ficou aborrecido e tornou-se sarcástico. A estória diz que ele chamou um escravo e disse: “Dá-lhe três reais, pois ele deve ganhar por tudo que aprender.”

Acredito que para despertar o interesse dos alunos seria necessário que em sala de aula pode-se utilizar jogos, brincadeiras e brinquedos para assim estimular o raciocínio lógico do aluno, mas tendo um certo cuidado ao escolher algo para os alunos, pois tem que saber e entender as dificuldades desses alunos mas sempre buscando algo desafiador e interessante, acredito que algo desafiador e interessante depois dos conceitos dados irá despertar o interesse do aluno pela Matemática. 

Números Racionais

Os alunos(as)  Cleber, Cristiano, Damares, Fernando e Marielle fizeram uma aula expositiva falando sobre os números racionais e focaram na resolução de exercícios, demonstrações de soma subtração, divisão, multiplicação de fração e dizima ao final os alunos prepararam um jogo de bingo no qual os números eram racionais e os alunos teriam que resolver todos as operações que tinha na cartela e o integrantes do grupo sorteavam as pedras equivalentes, assim os alunos fixariam mais os números racionais, pois teriam que prestar muita atenção a leitura das pedras. O jogo foi muito bom pois levaria o aluno a pensar mais, quanto na equivalência quanto na operação de frações.

Cleber, Marielle, Damares e Cristiano

Marielle, Fernando e Damares



Material utilizado:
https://docs.google.com/file/d/1Bw9xjXqbWVFRkfuZ7V89pq0SZ0TAAYI-U9LBw7vn_DtwTSLoe50SHEHlHSsb/edit

Números Racionais

As alunas Bianca, Elaine, Patrícia e Renata fizeram uma aula expositiva sobre fração, porcentagem e decimais, após a explicação aplicaram um jogo de dominó com marcações no caderno de todas as contas, esse jogo foi aplicado para fixação dos Números Racionais. Utilizaram bem o jogo para fixação, pois instiga o aluno a pensar mais e observar a equivalência dos números.
 Alunos Jogando
Cristiano, Damares e Professora Vânia

Filipe, Andreza e Anderson

Cássia, Danbielle e Betyna

Marielle e Fernando


Material utilizado pelas alunas.
https://docs.google.com/file/d/1Aki_keUPYy9gmeOs38F0cnNCMctUZN0XGTpJyIe3N53zomZ7vJxauSnriMoZ/edit

Números Fracionários



Os alunos Anderson, Celso e Cássia fizeram uma aula expositiva mostrando a históra, o que é e  como fazer operações com números fracionários e lançaram dois desafios preparados para alunos de 6º ano.

O material utilizado pelos alunos:
https://docs.google.com/file/d/19vEDGNZMmi2BK7QCXhQNxMFmXzFpdI_tf2tOU5SWciwnEnwLo3qXjPl6PF2V/edit






Números Racionais

As alunas Anna Carolina, Andreza, Betyna e Giselle exporam uma aula sobre números racionais expondo a história dos números e como fazer operações com os números racionais e ao final aplicando um jogo de Dominó que tinha a intenção de mostrar aos alunos frações, dizimas e figuras equivalentes, no qual os alunos se uniam grupos de 4 ou 5 alunos e eram distribuidas 50 peças ao grupo cada jogador pegava 5 peças e as outras ficavam viradas na mesa e quem não tinha a peça compraria mais três e se não conseguisse achar a peça que equivalesse passaria a vez e quem terminasse todas as peças ganharia o jogo. O jogo foi bastante interessante pelo fato de estar fazendo o aluno a pensar, levando ele a observar mais.

Algumas fotos tiradas durante o jogo.

Alunos(as): Renata, Fernando, Bianca, Elaine e Patricia

Alunos(as): Danielle, Cássia, Filipe, Anderson e Fernanda

Alunos(as): Damares, Cristiano, Marielle, Cleber e a Professora Vânia



Números Naturais



Este é um trabalho realizado pelos alunos Danielle, Fernanda e Filipe, expondo aos alunos sobre os Números Naturais,falando o que é, a história e como fazer operações com os Números Naturais e ao final os alunos aplicaram uma atividade de raciocínio com soma de números naturais que seria aplicada a alunos de 5º ano, a atividade seria um pouco complexa aos alunos, assim fazendo que eles desistissem rápido  e até causando tumulto.
Este foi o material utilizado pelos alunos:
https://docs.google.com/file/d/11bHVprihdrQJRjFEzxv1afCFTTUvRUHv19C3gGcUzIgxuKufRN9n7kwUNlIm/edit


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Principais características, métodos, ramificações e aplicações da Matemática.


A Matemática caracteriza-se como uma forma de compreender e atuar no mundo e o conhecimento gerado nessa área do saber como um fruto da construção humana na sua interação constante com o contexto natural, social e cultural.
Esta visão opõe-se àquela presente na maioria da sociedade e na escola que considera a Matemática como um corpo de conhecimento imutável e verdadeiro, que deve ser assimilado pelo aluno. A Matemática é uma ciência viva, não apenas no cotidiano dos cidadãos, mas também nas universidades e centros de pesquisas, onde se verifica, hoje, uma impressionante produção de novos conhecimentos que, a par de seu valor intrínseco, de natureza lógica, têm sido instrumentos úteis na solução de problemas científicos e tecnológicos da maior importância.
Em contrapartida, não se deve perder de vista os caracteres especulativo, estético não imediatamente pragmático do conhecimento matemático sem os quais se perde parte de sua natureza.
Duas forças indissociáveis estão sempre a impulsionar o trabalho em Matemática.
De um lado, o permanente apelo das aplicações às mais variadas atividades humanas, das mais simples na vida cotidiana, às mais complexas elaborações de outras ciências. De outro lado, a especulação pura, a busca de respostas a questões geradas no próprio edifício daMatemática. A indissociabilidade desses dois aspectos fica evidenciada pelos inúmeros exemplos de belas construções abstratas originadas em problemas aplicadose, por outro lado, de surpreendentes aplicações encontradas para as mais puras especulações.
A Matemática faz-se presente na quantificação do real . contagem, medição de grandezas e no desenvolvimento das técnicas de cálculo com os números e com as grandezas. No entanto, esse conhecimento vai muito além, criando sistemas abstratos, ideais, que organizam, inter-relacionam e revelam fenômenos do espaço, do movimento, das formas e dos números, associados quase sempre a fenômenos do mundo físico.
Fruto da criação e invenção humanas, a Matemática não evoluiu de forma linear e logicamente organizada. Desenvolveu-se com movimentos de idas e vindas, com rupturas de paradigmas. Freqüentemente um conhecimento foi amplamente utilizado na ciência ou na tecnologia antes de ser incorporado a um dos sistemas lógicos formais do corpo da
Matemática. Exemplos desse fato podem ser encontrados no surgimento dos números negativos, irracionais e imaginários. Uma instância importante de mudança de paradigma ocorreu quando se superou a visão de uma única geometria do real, a geometria euclidiana, para aceitação de uma pluralidade de modelos geométricos, logicamente consistentes, que podem modelar a realidade do espaço físico.
O exercício da indução e da dedução em Matemática reveste-se de importância no desenvolvimento da capacidade de resolver problemas, de formular e testar hipóteses, de induzir, de generalizar e de inferir dentro de determinada lógica, o que assegura um papel de relevo ao aprendizado dessa ciência em todos os níveis de ensino.
Ao longo de sua história, a Matemática tem convivido com a reflexão de natureza filosófica, em suas vertentes da epistemologia e da lógica. Quando se reflete, hoje, sobre a natureza da validação do conhecimento matemático, reconhece-se que, na comunidade científica, a demonstração formal tem sido aceita como a única forma de validação dos seus resultados. Nesse sentido, a Matemática não é uma ciência empírica. Nenhuma verificação experimental ou medição feita em objetos físicos poderá, por exemplo, validar matematicamente o teorema de Pitágoras ou o teorema relativo à soma dos ângulos de um triângulo. Deve-se enfatizar, contudo, o papel heurístico que têm desempenhado os contextos materiais como fontes de conjecturas matemáticas.


Por que estudar Matemática?


A Matemática comparece como disciplina obrigatória e dominante em todos os currículos de ensino fundamental e médio, em todos os sistemas escolares. E respondida de várias maneiras:
• Porque Matemática é importante para o dia-a-dia e sem Matemática não podemos viver no mundo moderno.
• Porque Matemática ajuda a pensar melhor e desenvolve o raciocínio.
• Porque Matemática está em tudo. É a matéria mais importante, que rege a vida das pessoas.
se ela continuar a ser ensinada da maneira como vem sendo, isto é, obsoleta, inútil e desinteressante. Se ela for renovada e atualizada, ela estará com muito vigor nos sistemas escolares, pois a matemática é a espinha dorsal da sociedade. Mas, repito, não a matemática dos programas atuais. Os testes revelam uma queda livre do rendimento da matemática e não há como reverter essa tendência.http://www.ime.usp.br Último acesso 06 de abril de 2012.



O que é Matemática?


  Realmente é muito difícil definir em poucas palavras o que é matemática e toda definição não conseguirá expressar todo o significado da matemática; porém vou tentar dar uma noção : A priori a palavra matemática deriva da palavra grega "matemathike" que significa "ensinamentos". A matemática é uma ciência formal (seus axiomas são independentes dos axiomas das outras ciências) que se baseia em : axiomas, teoremas, corolários, lemas, postulados e proposições para chegar a conclusões teóricas e práticas. Ela também pode ser vista como um sistema formal de pensamento para reconhecer, classificar e explorar padrões. Mas o que é um padrão ? Vou dar-lhes exemplos para que este conceito fique mais fácil : 1) As listas dos tigres e as manchas das hienas mostram uma certa regularidade matemática, 2)O número de pétalas das flores mostra-nos um tipo de padrão curioso, pois na grande maioria delas o número de pétalas ocorre nesta estranha sequência : 3 , 5 , 8 , 13 , 21 , 34 , 55 , 89. Observe que 3 + 5 = 8 , 5 + 8 = 13 e assim por diante. Realmente temos que admitir que há muita beleza na natureza, para concluir isso não é necessário saber muita matemática. Porém há muita beleza também no método matemático, o qual a partir de indícios, deduzem-se regras, mas é um tipo diferente de beleza que se aplica às idéias e não às coisas.Podemos além destas duas definições dar uma mais técnica : A matemática como uma expressão da mente humana, ativará os reflexos, o contemplamento da razão e o desejo pela perfeição estética. É também chamada por muitos de linguagem universal (é uma linguagem porque é formada por signos linguísticos que passam idéias e significados). Ela pode ser dividida em matemática pura e aplicada e seus elementos básicos são a lógica e a intuição, análise e construção, generalização e individualização. É o melhor modo conhecido de "racionalizar" a Natureza. Através dela, conseguimos resolver um número bem grande de problemas de diversas áreas da Ciência. Vou dar-lhes alguns exemplos : 1)Qual será o caminho que a luz faz ao refletir numa superfície qualquer que minimizam seu tempo ? 2)Qual a curva que liga dois pontos fixos no menor instante de tempo ? 3)Por que quando apertamos os pólos de um ovo não conseguimos quebrálos ? Ficou curioso ? Então me mande um e-mail que terei prazer em esclarecê-los ! Além disto, desenvolve no matemático ou estudante de matemática uma enorme capacidade de abstração.Como sabemos, a parte mais simples e conhecida da matemática é a aritmética (operações com números). Imagine só se os números simplesmente não existissem. Parece-me um pouco complicado, não ? Temos que admitir que estamos cercados por números ! A qualquer lugar que você vá aparecerá a necessidade de quantificação em outras palavras : números. Esta é talvez a principal teoria matemática, mas não é a única, pois existem muitas outras as quais são também aplicáveis a sociedade.
http://www.ime.usp.br Último acesso 06 de abril de 2012